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Solstitium Animae

22 de set.
2 min de leitura


Solstitium Animae

O Solstício da Alma

Yule e Litha em uma única celebração da Roda Híbrida

Por Magno Constantino

Existem momentos em que a natureza não nos fala sobre equilíbrio, mas sobre extremos. É exatamente isso que os solstícios nos ensinam.

Enquanto no Hemisfério Sul celebramos Litha, o ápice da luz, o poder do Sol e a expansão da vida, no Hemisfério Norte honra-se Yule, o nascimento da luz em meio à noite mais longa do ano. À primeira vista, parecem celebrações opostas. Porém, na Bruxaria Eclética, compreendo que ambas revelam o mesmo mistério.

Por isso, proponho o nome simbólico:

Solstitium Animae

O Solstício da Alma

A ocasião em que reconhecemos que toda luz contém uma sombra e toda sombra protege uma luz em gestação.

Independentemente do hemisfério em que vivemos, todos carregamos dentro de nós um verão e um inverno espiritual.

Há momentos em que estamos irradiantes, realizados, cheios de força e propósito. Somos como Litha, o Sol em seu trono dourado, iluminando tudo ao redor.

Mas também existem períodos de introspecção, recolhimento e silêncio. Tempos em que a alma parece caminhar pelas longas noites de Yule, buscando sentido nas profundezas do próprio ser.

O Solstitium Animae nos ensina que ambos são necessários.

Quando vivemos nosso Litha interior, aprendemos a compartilhar nossos dons.

Quando atravessamos nosso Yule interior, aprendemos a encontrar a luz que não depende das circunstâncias.

Muitas pessoas acreditam que o despertar espiritual acontece apenas em momentos de grande iluminação. Eu acredito no contrário.

O verdadeiro despertar ocorre quando descobrimos que a centelha divina continua acesa mesmo durante nossas noites mais escuras.

No auge da luz, aprendemos a agradecer.

No auge da sombra, aprendemos a confiar.

No auge da abundância, aprendemos a compartilhar.

No auge da escassez, aprendemos a valorizar.

Os solstícios são lembretes cósmicos de que toda condição é temporária.

O Sol que alcança hoje seu ponto mais alto já iniciou sua descida.

A noite que alcança sua maior duração já começou a devolver a luz ao mundo.

Assim também acontece conosco.

Nenhuma dor é eterna.

Nenhuma conquista é permanente.

Nenhum fracasso nos define.

Nenhuma vitória nos completa.

Tudo flui.

Tudo se transforma.

Tudo renasce.

O Solstitium Animae nos convida a refletir:

  • Qual é a luz que desejo ampliar em minha vida?

  • Que sombras precisam ser acolhidas em vez de combatidas?

  • Onde estou desperdiçando minha energia?

  • O que precisa amadurecer?

  • O que precisa descansar?

  • Que chama sagrada ainda arde dentro de mim?

Espiritualmente, esta celebração nos recorda que somos filhos dos ciclos celestes. Não fomos feitos para permanecer sempre brilhando nem sempre recolhidos.

Precisamos da ação e da contemplação.

Da coragem e da sabedoria.

Do fogo que expande e da noite que transforma.

Neste Solstitium Animae, convido cada pessoa a acender uma vela. Não importa se o Sol brilha lá fora ou se a escuridão domina o horizonte.

Observe sua chama.

Ela simboliza algo que nenhuma estação pode apagar:

a luz da consciência.

Pois quando despertamos para quem realmente somos, compreendemos que o verão e o inverno, a luz e a sombra, o nascimento e a renovação habitam simultaneamente dentro de nós.

E então percebemos a grande verdade dos solstícios:

A luz mais poderosa não é a que vence a escuridão.

É a que aprende a coexistir com ela.

Magno Constantino ☀️❄️🔥✨

 
 
 

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© 2023 por Magno Constantino. 

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